Maio de 2008 – Lima, Peru – Parte 3/3

 
Fora da Lima Colonial um outro ponto turístico é o distrito costeiro Barranco. Inicialmente um povoado de pescadores, hoje é um dos bairros mais valorizados de Lima, graças ao grande visual proporcionado pelo Oceano Pacífico e as formações rochosas ímpares. Boa parte da classe média alta e estrangeiros da cidade moram aqui. A vida noturna é intensa e praticamente todos as discos e barzinhos de Lima se encontram em Barranco. O mall mais upscale da cidade, o Larcomar, se localiza bem na beira de um dos penhascos. Um bom restaurante de comida típica peruana nesse shopping – a la carte ou buffet – é o Restaurante Mangos, com uma grande vista herdada do complexo.


O distrito de Barranco também possui dois grandes restaurantes à beira-mar. O primeiro é bastante sofisticado (leia-se caro pra cacete), ideal para um jantar romântico ou para levar um cliente VIP: La Rosa Náutica, especializado em frutos do mar. Eu experimentei primeiro como aperitivo uns camarões crocantes com molho japonês, especialidade da casa. Depois, a indispensável corvina grelhada com molho de camarões. Finalmente uma sobremesa dionísica feita com alfajor abiscoitado com recheio de doce de leite e servido com uma bola de sorvete toffee. É eu sei, dá uma fome né? A frustração é grande porque os pratos são deliciosos, mas por causa da pouca quantidade deixam um desconfortável gosto de quero mais…

 
 
Outro restaurante de Barranco para se comer às margens do Oceano Pacífico – absolutamente indispensável em qualquer viagem a Lima – chama-se Costa Verde. Ele serve o buffet de comida peruana mais gostoso da cidade no almoço. Normalmente buffets pecam muito em qualidade em prol da diversidade de pratos e quantidade, mas o Costa Verde é uma exceção notável: cada prato principal parece ser feito por um chef, surpreendendo o paladar a cada garfada. A ansiedade é grande, pois não há lugar no estômago para tanta coisa deliciosa e repetecos. Mesmo para um diabo da tasmânia como eu. Destaques para a mil folhas de frango e pêssegos e a sobremesa crocante de maçã. O prato mais espetacular deles é a salada de manga com camarões. Mary Mother of God! Se o Paraíso proporcionar uma biblioteca localizada no Hawaii ou no Colorado com um restaurante peruano como anexo, eu posso gastar a eternidade lá numa boa…
 

Outro distrito ideal para turismo gastronômico em Lima é Miramar, colado com o de Barranco. Igualmente ponto de residência da classe média, Miramar desfila restaurantes para todos os gostos e bolsos. Um dos mais bem cotados entre os locais é o Brujas de Cachiche, que além de ter uma decoração singular (por exemplo, um papel de parede cheia de hot witches seminuas desenhadas), oferece o buffet de comida peruana mais diversificado da cidade na hora do almoço. Aqui você encontra a tradicional estação de ceviche, onde pode elaborar seu próprio prato de frutos do mar cozidos ao vapor, pratos quentes típicos como o tacutacu, pimentões recheados e causas, além de uma quantidade significativa de postres (sobremesas).


O restaurante mais sofisticado de Miramar e considerado por muitos locais o mais esnobe e caro de Lima é o Rafael. Se você não fizer reserva com antecipação só vai conseguir comer no banco do bar, mesmo assim se chegar cedo. Parecia que a nata da sociedade limense estava presente. Como eu só fui bater o meu rango sozinho, não tive escrúpulos em não sentar-me em uma mesa. Azeitoninhas pretas com queijo tipo minas regado a azeite de oliva como entrada, gnocchi quatro queijos como primeiro prato, corvina ao molho de mariscos como segundo e uma fatia de torta suiça como sobremesa. O restaurante não se compara aos outros citados nesse blog – comida internacional padrão OK (que comentário babaca!) – mas tem uma atmosfera excelente para levar sua futura ex-esposa.
  

 

Se você não é picky com comida e não tem obsessão em relação à assepsia, as ruas de Lima são um oportunidade única de conhecer a cultura local através da comida: bolinhos de mandioca (yuka) recheados com carne; frutas frescas descascadas e fatiadas; o tradicionalíssimo turrone (torrone caseiro recheado com mel e coberto con confeitos coloridos de açucar); sanduíches de peito de frango empanado; sanduíchões de pernil com cebola crua; arroz con pato servido em pratinhos de alumínio; cabrito a la norteña, cozido ao molho, servido com arroz e feijão manteiga… Tudo isso a preço de banana, tipo 50 cents de dólar pelo tal sanduíche de pernil de porco. As duas grandes vantagens de comida de rua é que (a) os ingredientes são tipicamente frescos, por causa da alta rotatividade da comida; (b) você vê o prato sendo preparado na sua frente.
 

 

Veja aqui todas as fotos (quase 600) em alta resolução da cidade de Lima.

Para visualizá-las (slide show) é necessário um cadastro no yahoo.com ou yahoo.com.br, ou direto no flickr.com
Não esqueça de incluir a legenda (options, abaixo à direita – marque always show titles) durante a exibição dos slides. Todas as fotos podem ser baixadas/downloaded em altíssima resolução.
 
É isso.
Advertisements
This entry was posted in América Latina. Bookmark the permalink.

One Response to Maio de 2008 – Lima, Peru – Parte 3/3

  1. Pedro says:

    Demorou um pouco porque quis ler tudo com cuidado e atenção…. agora fiquei na dúvida se é bem legal ou sem graça visitar esta cidade… ficaram bem divididas, proposital ou não, as vantagens e desvantagens de um ida ao Peru…. só não sei como voce aguenta saborear tanta comida…. meu Deus!!!

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s