Abril de 2008 – Cidade do Porto, Portugal – Parte 1/2

 
Por conta de uma viagem à Portugal a negócios, decidi pegar dois dias de férias e esticar meu fim-de-semana e explorar uma das jóias do país. A cidade do Porto (http://www.portoturismo.pt/), ou simplesmente "Porto", segunda maior cidade lusitana, fica ao norte de Portugal e conta com 240,000 habitantes. Foi a cidade do Porto que deu o nome ao país, Portugal. Cheia de construções do século XVIII, a cidade é uma pérola européia quase medieval e de beleza comovente. Infelizmente, um grande número de casas de grande valor histórico correm o risco de desabar por falta de investimento em manutenção por parte do governo português. A cidade também foi cenário do maravilhoso romance de Eça de Queiroz, "Os Maias".
 
City Landscape - Night 1City Landscape 0City Landscape 119City Landscape 1 - Michael MelfordCity Landscape 38City Landscape 164
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O Cais da Ribeira é considerado patrimônio histórico da humanidade pela UNESCO desde 1996. Cheia de restaurantes e bares, trata-se de um ótimo lugar para caminhar e "ver gente", tanto a noite como de dia. O cais também é ponto de partida para cruzeiros de barco pelo Rio Douro (30 Euros por cabeça). Vestígios arqueológicos, como os existentes na Casa do Infante, levam a crer que o cais encontra-se sobre ruínas romanas datadas do século IV. Diversos mosaicos romanos continuam sendo encontrados neste local. O nome do prédio honra o infante Dom Henrique, que supostamente nasceu aqui e que teve um papel importante durante o período das Grandes Navegações.
 
Cais da Ribeira 12Cais da Ribeira 5
Cais da Ribeira 17Cais da Ribeira 3
Casa do Infante 1Casa do Infante 2aaa
 
Um grande local para comer na região do Cais da Ribeira é o restaurante Dom Tonho (http://www.dtonho.com/). As especialidades da casa são o tradicional prato da cozinha tripeira, o "caldo verde" (uma espécie de sopa de couve galega e rodelas de chouriço) e, naturalmente, o bacalhau (em diversas configurações), além de outros pescados, "enchidos", cabrito assado e "doçarias". O serviço é impecável e o ambiente nota dez, muito romântico.
 
Restaurante D. Tonho 0Restaurante D. Tonho 3Restaurante D. Tonho 2
Food - Caldo VerdeRestaurante D. Tonho 5
 
A culinária da cidade do Porto, assim como o restante de Portugal, não permite a existência de dietas. Os pratos e sobremesas típicos são bombas calóricas, com a única finalidade de entupir suas artérias e proporcionar uma armadilha para ceder à tentação do pecado da Gula. Por exemplo, um dos pratos típicos locais, a "Francesinha", é um sanduba de várias camadas de pão de forma com bife, linguiça frita, salsicha fresca, mortadela e presunto, envolvido em queijo derretido embebido em um molho de tomate apimentado com cerveja. Servido sempre com ovo frito e batatas fritas, dá vontade de comer até explodir. Existe uma padaria ou lanchonete em cada esquina da cidade, oferecendo um sortimento de doces (sempre com base de ovos) incríveis ou salgadinhos gordurosos e deliciosos como o famoso bolinho de bacalhau. A maioria dos restaurantes serve uma entrada gratuita de pães quentinhos e queijo. Uma danação…
 
Food - FrancesinhaFood - Lanchonete 3
Food - Lanchonete 4Food - Entrada Tipica
 
Em minha opinião a única exceção culinária é justamente o prato mais famoso da cidade: Tripas à Moda do Porto. Bleargh! Mas reconheço que para muitos dobradinha, em qualquer forma, é uma iguaria que dá água na boca. A história por trás da preferência remonta ao período das grandes navegações, onde as melhores partes da carne de gado e porco eram salgadas e postas dentro dos navios. Aos que ficavam na cidade restavam as tripas… Por causa da predileção dos locais por esse prato, quem nasce na cidade do Porto é conhecido como Tripeiro. Tripeiros são mais educados e amistosos que os portugueses de Lisboa, mas continuam sendo grossos comparados aos brasileiros. Como todo bom português, são conservadores, machistas, orgulhosos e introspectivos. Nostalgia é uma mania nacional e na cidade do Porto você escuta o tempo todo portugueses contando "causos" e relembrando o passado. Caminhando pelas ruas da cidade, você se impressiona facilmente com a quantidade de tripeiros idosos. Eu sei, trata-se de uma espécie de padrão na Europa inteira, mas a impressão que fica é que a cidade do Porto pertence aos velhos e que alguns deles foram garçons e garçonetes na Última Ceia.
 
aaaTripeiros 1 - Michael Melford
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Falando em portugueses, não posso deixar de comentar o fato de que me cago de rir (por dentro, naturalmente) em muitas ocasiões quando escuto portugueses discutindo, falando rápido ou em atividades simples como uma entrevista de TV. As diferenças de pronúncia e vocabulário são muito engraçadas. Por exemplo, veja como foram traduzidos alguns filmes americanos para o português de Portugal (tente adivinhar o nome do original em inglês…): Piratas das Caraíbas – Nos Confins do Mundo; Os Salteadores da Arca Perdida; Cambada de Patifes; A Grande Evasão; Duro de Roer; Uns Espartanos do Pior; Giras e Passadas; Um Azar do Caraças; Eu, Tu e o Emplastro; Separados de Fresco; e o impagável "Não me Toque nas Bolas". Curioso? Respostas em http://www.blockbuster.pt
 
Agora vejam como fica um sketch de um humorístico local que fala sobre o Dia dos Namorados na prisão:
 
 
Embora o melhor jeito de conhecer a cidade seja à pé (desde que você esteja em boas condiçoes físicas – haja ladeira!), a cidade do Porto oferece um excelente (e barato) sistema de transporte público (http://www.linhandante.com/), incluindo bondes, trens, ônibus, taxis (Mercedes, o padrão português) e até funiculares (uma espécie de elevador grandão que sobe em um plano inclinado).
 
Bondes - OntemBondes - HojeFunicular 0Funicular 1Funicular 5Estacao Sao Bento - Interior 10
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Construída em 1880 por um engenheiro belga estudante de Gustave Eiffel (o mesmo da torre parisiense), o cartão postal mais famoso do Porto, a Ponte Dom Luis I oferece uma visual espetacular do Rio Douro e dos cais da Ribeira (à direita) e de Gaia (à esquerda). Toda em aço, possui 172 metros de extensão e permite a passagens de pessoas e trens do sistema de transporte público da cidade. A impressão que se tem é que todo o cenário não mudou muito em décadas: a cidade parece ter congelado no século XVIII lá de cima. Na base da ponte existe uma placa em homenagem às 6,000 mortes causadas pelo desabamento da antiga Ponte das Barcas. A tragédia aconteceu enquanto a população da cidade fugia da invasão francesa promovida pelo exército Napoleônico em 1809. A ponte desabou por não aguentar o peso da multidão.
 
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Já a ponte exclusivamente ferroviária Maria Pia foi projetada pelos dois – estudante e mestre – em 1877. Conecta-se diretamente com aquela que é considerada uma das mais belas estações de trem da Europa, a Estação São Bento, construída em 1916 e cujas paredes são ornamentadas como as igrejas do Porto, em azulejos azuis e brancos. Ao invés de cenas religiosas os painéis retratam momentos históricos de Portugal. Lindo.
 
Ponte Dona Maria Pia - OntemPonte Dona Maria Pia 1
Estacao Sao Bento 1Estacao Sao Bento - Interior 11Estacao Sao Bento - Interior 12
Estacao Sao Bento - Interior 3Estacao Sao Bento - Interior 6b
 
A Sé Catedral do Porto foi construída no século XIII e merece uma visita. Era o coração da cidade na Idade Média. Essa maginífica catedral medieval de ares sinistros fica em um dos pontos mais altos da cidade, oferecendo mirantes ao seu redor onde você pode enxergar praticamente todo o Porto.
 
Se Catedral do Porto 0Se Catedral do Porto 1Se Catedral do Porto - Interior 4
Se Catedral do Porto - Interior 17Se Catedral do Porto 10Se Catedral do Porto - Interior 6
 
A Igreja São Francisco é outra grande atração turística, não só por sua arquitetura gótica-barroca (é um dos poucos edifícios 100% medievais da cidade), mas também pela oportunidade de visitar suas catacumbas. Construída em 1425,  a igreja conta com um interior ricamente trabalhado em madeira e em ouro. As catacumbas hospedam restos humanos desde o século XIX (casa cheia!). Para os mais impressionáveis, passear pelas catacumbas não é exatamente um programaço: não passa de um cemitério com algumas ossadas expostas embaixo da terra, onde os barulhos dos seus passos ecoam. Cool… Uma excitação extra para os claustrofóbicos: todo o conjunto de túneis embora iluminados, são bem estreitos. É estranho, mais quando estava sozinho em uma das câmaras, escutei vários sussurros que pareciam dizer "carrrpe diem…" Apavorado, fugi para outra sala de tumbas (mais escura) e encontrei uma velhinha olhando os dizeres nos túmulos. Não resisti e perguntei: "A senhora não tem medo de ficar aqui sozinha?". Ela me respondeu: "Quando eu era viva tinha, meu filho…" Desnecessário dizer que saí batido, refletindo enquanto corria. A morte é o fim? De onde viemos? Para onde vamos? Se vamos, será que teremos grana para passagem de volta? Espero que o paraíso seja uma biblioteca…
 
Igreja da Ordem de Sao Francisco 1Igreja da Ordem de Sao Francisco 5Igreja da Ordem de Sao Francisco - Catacumbas 1bIgreja da Ordem de Sao Francisco - Interior 6Igreja da Ordem de Sao Francisco - Interior 20
 
Outra atração turística e cartão postal da cidade é a Igreja e a Torre dos Clérigos. A pequena igreja barroca é uma gema de beleza simples e terna. A torre de 78 metros de altura, depois de uma escalada em caracol de 225 degraus que parece durar uma eternidade, proporciona um visual em 360 do ponto mais alto da cidade. Ambas levaram 18 anos para serem construídas e foram concebidas no século XVIII por um arquiteto italiano.
 
Igreja dos Clerigos - 1890Torre dos Clerigos 1aTorre dos Clerigos 2Torre dos Clerigos 1b
Torre dos Clerigos 3Igreja dos Clerigos 1Igreja dos Clerigos - Interior 15
Igreja dos Clerigos - Interior 16Igreja dos Clerigos - Interior 4Igreja dos Clerigos - Interior 11Igreja dos Clerigos - Interior 6
 
A cidade do Porto conta com uma quantidade incrível de igrejas coloniais, todas invariavelmente decoradas com azulejos azuis e brancos pintados e organizados como painéis de motivos religiosos. As mais famosas são: Igreja de São Martinho de Cedofeita, de arquitetura romana e construída no século XII; Capela das Almas de Santa Catarina, construída no século XVIII e com os painéis de azulejo ilustrando passagens da vida de São Francisco de Assis e Santa Catarina; Capela de São José das Taipas, de estilo neo-clássico e finalizada em 1878; Igreja de Santo Idelfonso, de 1709; Igreja de São Nicolau, de estilo medieval e construída em 1758; Igreja dos Congregados, de estilo barroco e finalizada em 1680; e a Igreja dos Grilos, construída no século XVI e repleta de inspirações barrocas e neoclássicas.
 
Igreja de Sao Martinho de Cedofeita 0Capela das Almas de Santa Catarina 1Capela das Almas de Santa Catarina - Interior 1
Capela de Sao Jose das Taipas 1Igreja de Santa Idelfonso 1a
Igreja de Sao Nicolau - OntemIgreja de Sao Nicolau 1Igreja de Sao Nicolau - Interior 10
Igreja dos Congregados 1Igreja dos Grilos 2Igreja dos Grilos 4

 
De construção com características neoclássicas, o Mercado do Bolhão tem o charme de uma boa e velha feira livre brasileira, somado aos elementos alienígenas portugueses. Desde 1839 promove produtos alimentícios frescos, além dos berros, discussões e ofertas em português de portugal (hilário) e venda de tudo, desde pimentas variadas, passando por tripas de porco e bacalhau, até flores de plástico. Pena que está ameaçado de ser demolido, por ser economicamente deficitário para a prefeitura do Porto.
 
Mercado do Bolhao 2Mercado do Bolhao 3
 
Perto do mercado encontramos aquele que é um dos restaurantes mais frequentados pelos locais: Pedro dos Frangos. Totalmente familiar e muito simples, oferece uma comida barata, de qualidade e deliciosa. O sucesso é tanto que a família teve que abrir outra unidade em frente à original, inaugurada em 1961. O serviço não tem como não ser bom: um dos garçons tem 35 anos de casa… Pequeno, acochegante e limpo, o restaurante tem o frango assado mais gostoso da cidade e serve o legendário Bacalhau à Gomes de Sá. Eu experimentei esse último, mas uma sobremesa pecaminosa: torta de chocolate recheada com fios de ovos e bombas de creme. Um festival luxuriante de calorias!
 
Pedro dos Frangos 2Pedro dos Frangos 4
Pedro dos Frangos 6Pedro dos Frangos 7
 
Outro passeio que recomendo: caminhar pelos Jardins do Palácio de Cristal, uma enorme área verde que lembra muito um mini jardim botânico e que proporciona vistas panorâmicos de cair o queixo do Rio Douro, em meio a um enorme roseiral. Esses jardins foram projetados em 1860 por um paisagista alemão e envolvem um prédio em forma de cúpula que abriga um pavilhão de esportes (o tal Palácio de Cristal).
 
Palacio de Cristal - Jardins 14Palacio de Cristal - Jardins 15Palacio de Cristal - Jardins 22Palacio de Cristal - Jardins 34Palacio de Cristal - Jardins 42Palacio de Cristal - Jardins 18 
 
Não podemos falar da cidade do Porto, sem falar do seu mais famoso ícone: o vinho de mesmo nome. As uvas que o produzem só podem ser encontradas nesta região do mundo: os vales do Rio Douro. O resultado dessa combinação ímpar de clima, uvas e solo gera um dos mais famosos vinhos clássicos. Ele foi introduzido ao mercado mundial há 300 anos atrás por comerciantes britânicos e desde então fascina conoisseurs em todo o planeta. Tal como noutras regiões de Portugal, a uma propriedade com vinhas chama-se “Quinta”. Existem várias pacotes turísticos disponíveis, chamados "turismo rural" ou "trilha do vinho", onde você pode gastar até 7 dias passeando pelas Quintas. Essa região também é especialmente rica em árvores cujo tronco produz cortiça. O processo é lento – somente a cada 10 anos a cortiça pode ser tirada  delas. 50% de todas as rolhas produzidas no mundo vêm de Portugal.
 
Vale Douro - Vinhedos - Michael MelfordVale Douro - Vinhedos 1
Vale Douro - Vinhedos - UvaVale Douro - Vinhedos 2aaa
 
O doce vinho do Porto requer muita paciência. Você espera 20 anos para abrir uma garrafa de uma determinada safra e deve bebê-lo em 24 horas, caso contrário ele servirá somente como um acompanhamento de luxo para salada. A grande diferença para os outros vinhos reside no teor alcóolico, muito maior que a média típica. Uma das propriedades únicas do Vinho do Porto é a sua capacidade de ganhar complexidade e sabor com o decorrer dos anos em madeira. Isto deve-se à sua fortificação e, em parte, ao fato de ser um vinho extremamente concentrado e com um enorme potencial aromático. No Cais de Gaia, ao longo da orla do rio Douro em lugares chamdos Caves, armazens pertencentes a diferentes marcas envelhecem, blends e engarrafam o vinho do Porto. Os vinhos rubros (rubies, 5 a 6 anos) são ideais para consumir com queijos ou após as refeições, enquanto que os Tawnies (10 a 20 anos), de cor vermelha "aloirada", têm bouquet mais sofisticado e servidos como vinhos de sobremesa. O vinho do Porto branco, mais barato, é o que você bebe enquanto espera os outros amadurecerem. Uma das atrações turísticas da cidade são os tours por essas caves, promovidos pelos fabricantes, que inclui uma degustação ao final do passeio. Eu visitei as caves da empresa Croft (http://www.croftport.com/), fundada por um inglês há 300 anos. Como sou um dos três brasileiros existentes no mundo que não bebe nada, sinto que não aproveitei tudo que podia, especialmente a boca livre da hora da degustação. Só sei que na minha tour tinha um casal de escoceses que entornaram tanto, que poderiam confundir uma freira com o Batman. No final de cada tour há sempre uma loja onde você pode comprar os vinhos a preços muito baixos (claro, direto do produtor…). O presente para minha esposa eu comprei da marca Sandeman (http://www.sandeman.eu/), considerado pelos locais o melhor Vinho do Porto de preço médio.
 
Caves - Croft 1Caves - Croft 10Caves - Croft 11Caves - Croft 13Caves - Sandeman 7Caves - Sandeman 5
 
Um passeio obrigatório para qualquer turista na cidade do Porto é o cruzeiro das cinco pontes, em um das embarcações do tipo "Rabelo", que antigamente era utilizada para transportar os tonéis de madeira contendo vinho do porto, antes do surgimento das linhas férreas. Você navega por mais ou menos 1 hora pelo Rio Douro passando embaixo das principais pontes da cidade, com direito a bebidas (incluindo vinho do porto) e aperitivos. Todo o passeio tem o apoio do guia que descreve fatos e lugares históricos ou curiosos. A empresa mais famosa que organiza esse tipo de cruzeiro é a Douro Azul (http://www.douroazul.com).
 
Barcos Rabelo 2Cruzeiro das Pontes 4Cruzeiro das Pontes 5
Cruzeiro das Pontes 6City Landscape 130City Landscape 184
 
O representante mais imponente da arquitetura neoclássica e romantica (século XIX) da cidade do Porto é o prédio da Associação Comercial da cidade, apelidado de Palácio da Bolsa (http://www.palaciodabolsa.pt/). De visita obrigatória, o palácio contém câmaras de beleza espetacular, com destaque para o extravagante salão árabe, todo trabalhado em ouro.
 
Palacio da BolsaPalacio da Bolsa - Escadaria Monumental 2
Palacio da Bolsa - Gabinete do Presidente 1Palacio da Bolsa - Sala de Audiencias 1
 
Outro edifício notável por sua arquitetura é o Casa da Música (http://www.casadamusica.com/), espaço tripeiro para óperas, shows musicais e apresentações da Orquestra Nacional do Porto e a Orquestra Barroca. Projetada por um arquiteto holandês, foi construida em 2005. O auditório principal tem capacidade para 1,300 pessoas.
 
Casa da Musica 4Casa da Musica - Interior

 
Continua…
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3 Responses to Abril de 2008 – Cidade do Porto, Portugal – Parte 1/2

  1. Pedro says:

    Muito bacana.. nós leigos nos limitamos a se interessar só por Lisboa… eu já tinha interesse em conhecer Portugal, Espanha e Itália, mas essas dicas valeram pra, se possível, incluir a Cidade do Porto no roteiro… uma coisa só voce não respondeu… é verdade que quando falta 10 pra meia noite, fica uma fila imensa de portugueses pra sacarem num caixa 24 horas?

  2. Jurandyr says:

    Legal a velhinha que, ao transitar pelas lúgubres catacumbas afirmou que só sentia medo quando era viva.
    Pois bem, enquanto eu estiver ainda vivo, bem que gostaria de transitar por aqueles restaurantes tão bem apologados pelo autor e enfrentar valentemente as travessas com bacalháu, com dobradinha e os pratinhos com tortas de maçã emolduradas com creme e canela, e ainda, saboreando o vinho do porto adequado a cada uma das ocsiões. Então morreria feliz, bem mais rotundo e pesado. após sacrificar a pobre bengala que ando usando para minimizar os estragos causados pela artrose. Quanto ao resto da descritiva, as jornadas contemplativas pela arquitetura, as subidas ivestigativas pelas ladeiras, o deslumbre pelas igrejas, eu só não interromperia, inculcado pela vontade incontrolável de saltar da terceira ponte sobre o Rio D´Ouro, se fizesse tudo isso na próxima encarnação. Viajar é preciso, o autor se jacta e nos atinge com o jargão. Mas, só quem efetua viagens de negócio como as dele e se dá ao luxo de driblar o vício do consumo etílico, consegue nos dar descrições tão precisas… e belas. Parabens, filho! Aproveite e nos deleite…

  3. Luciano says:

    Excelente e como sempre valeu cada linha lida.Quero repassar esse blog em específico para os sogros do meu irmão caçula, alemães de Joinville e amantes de um otimo vinho. Eles devem se deliciar com as informações.Parabens!!

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