Big Apple – Março de 2008 – Parte 1/2

 
New York. Segunda vez. Na verdade, uma escapadela de fim-de-semana com minha esposa. Normalmente eu tenho muita sorte com o tempo, mas dessa vez pegamos chuva na Sexta e no Sábado… Darned! Não deu para fazer o passeio que desejávamos, mas acabou sendo muito legal. New York tem muito a oferecer (embora, como São Paulo, a maioria das coisas é paga e muito bem paga). Certamente vamos voltar, dessa vez com as crianças.
 
Ferry Boat to Liberty Island 9Liberty Island 13
 
Os novaioquinos costumam dizer que o inglês deveria ser a língua oficial da cidade, já que lá aonde quer que você more o porteiro é Russo, o quitandeiro é coreano, o padeiro é israelense, a dona da lavanderia é chinesa, o barman é irlandês, seu restaurante favorito pertence a um grego, o último taxi que você pegou era dirigido por um paquistanês, o jornaleiro é indiano e o cara da banquinha de cachorro quente em frente ao seu prédio é egípcio. O termo americano é "melting pot", o diferencial da cidade. Uma mescla de diferentes culturas, formada por 8 milhões de habitantes que falam mais de 100 línguas distintas. Os benefícios para a América dessa quantidade enorme de imigrantes legais e ilegais são notórios: toda essa diversidade contribuiu e contribui para o sucesso da nação. É uma lástima que alguns radicais conservadores aqui não pensem assim. Uma nova onda de protecionismo irracional ameaça o país.
 
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New York têm aproximadamente 500 anos de história, desde a época em que costumava ser um porto muito cobiçado por todos os países europeus. Em 1621 pertencia aos holandeses e se chamava New Amsterdan. A ilha de Manhattan foi comprada oficialmente pelo governador Peter Minuit em 1626 por aproximadamente 24 dólares dos índios locais… New Amsterdan mais tarde passou ao controle dos ingleses em 1664, sendo rebatizada para o nome atual.
 
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O custo de hospedagem em New York é muito, muito alto. Consequência direta de visitar um lugar onde o aluguel de um studio do tamanho de um closet custa US $ 1,200 por mês. Em uma cidade típica americana, você normalmente pagaria US $100 a diária de um bom hotel. Aqui você paga US $ 250 por um quarto inferior e, quase sempre, necesitando de reforma. Escolhemos o Pod Hotel (http://www.thepodhotel.com/) porque tinha excelentes reviews na Internet e o preço parecia justo (US $ 118/noite/casal). De fato, apesar de não incluir o café-da-manhã, o hotel é bonitinho, limpo, amigável e com uma decoração bastante moderna. Ideal para jovens solteiros. O grande problema foi o tamanho do quarto. Pelas fotos do site dá para ter uma idéia, mas vendo o bichinho ao vivo foi decepcionante. Só então entendemos o nome do hotel. Bom para romance, péssimo para higiene pessoal compartilhada…
 
Pod Hotel - Lobby 1Pod Hotel - Lobby 3
Pod Hotelaaa
 
Seguramente visitar New York envolve andar a pé, de metrô ou pegar um taxi, esse último só se você domina mais de 5 idiomas (incluindo paquistanês). Alugar um carro aqui é uma insanidade por dois motivos: é um desafio mesmo para moradores locais guiar automóveis em um trânsito cerrado e disputado à buzinaço; e estacionar é absurdamente caro – $ 26 em média por duas horas em um buraco, se tiver vaga… A piada local é que se necesitar deixar seu carro estacionado por muito tempo, é melhor pedir um empréstimo no banco e deixar o automóvel como garantia. Os juros que você pagará pelo empréstimo serão certamente muito mais inferiores que o valor que você pagaria para um estacionamento… Tem novaiorquino que paga mas por mês em estacionamento, mais do que uma típica família de classe média brasileira de quatro pessoas paga em aluguel de seu imóvel. O metrô é seguro (para uma cidade desse tamanho), graças à administração de Giulliani e Bloomberg, mais ou menos limpo e te leva para qualquer lugar por um preço justo. Não é como o assalto à mão armada do ticket de metrô londrino. A única coisa que incomoda é que em algums estações não existe lógica ou padronização para saídas e transferências entre linhas. A zona é devido ao tempo de vida do metrô de New York, sua capilaridade única e ao preço premium do espaço na cidade, o que dificulta a criação de novas passagens entre linhas em uma estação.
 

City CabCity ParkingCity Subway 2City Subway 3

 
Mesmo com chuva (primeiro dia) e um frio do cão (segundo), nos apaixonamos pela cidade. Certamente deve ser difícil viver uma vida aqui, mesmo de classe média. Mas para visitar é o que há. Um festa para os sentidos: tudo muito diferente e totalmente artificial (no bom sentido). Paulistanos soltariam fogos. Ótimo lugar para "ver gente", comer (muito) bem, fazer compras, visitar atrações culturais de primeira, assistir grandes shows, ser várias vezes quase atropelado na calçada por turbas de estrangeiros e apreciar a arquietura da selva de pedra. Enfim, curtir a sensação de estar no centro do Universo conhecido.
 
City Hall Park 2City Landscape 1City Landscape 16City Landscape 28City Landscape 36City Landscape 39City Landscape 44City Landscape 11City Landscape 46
 
Como estava sozinho na cidade na sexta-feira (minha esposa chegava só à noite) e chovia muito, resolvi passar o dia inteiro no MET, o legendário Metropololitan Museum of Art of New York. Vou fazer uma entrada no blog só para ele, aguardem. A caminho do museu, a chuva deu uma trégua e pude visitar "The Little Church Around the Corner". Não, não estou de sacanagem: esse é o nome mesmo da pequena igreja. Em 1870 um ator chamado Joseph Jefferson tentou fazer os preparativos para o enterro de um colega de profissão na mais prestigiosa igreja da vizinhança. O pastor dessa igreja recusou-se a prestar os serviços para uma pessoa de profissão tão desprezível e recomendou: "tem uma igrejinha naquela esquina que faz esse tipo de coisa…" O nome pegou e desde então a iegreja passou a ter uma ligação especial com a gente de teatro e, mais tarde, cinema. Até hoje o local é popular entre novaiorquinas casadoiras. Concluída em 1856, é um brinco: bem bonitinha e muito bem cuidada, sem perder o seu charme histórico.
 
The Little Church Around the Corner - Interior 3The Little Church Around the Corner 2The Little Church Around the Corner 4The Little Church Around the Corner 5The Little Church Around the Corner 1The Little Church Around the Corner - Interior 9 
 
Antes do casal 20 cair na estrada no Sábado, tomamos um café-da-manhã em uma das trocentas delicatessens, chamadas pelos locais de Deli, que existem espalhadas por Manhattan. Comida barata (para o padrão da cidade) e gostosa, com um bom acervo de sanduíches, doces, sucos, café, porções de frutas, saladas prontas, omeletes e outros, todos frescos. Sempre cheias, são pequenas em termos de espaço – no máximo do tamanho de uma padaria basileira, com lugares para sentar no balcão ou em uma das poucas mesas. Muita gente opta por "to go" (para viagem).
 
Delicatessen 1Delicatessen 2aDelicatessen 2bDelicatessen 2cDelicatessen 2dDelicatessen 2e
 
Começamos nosso passeio molhado no Sábado visitando a região chamada Upper Midtown, perto do hotel onde nos hospedamos. Trata-se de uma área upscale da cidade cheia de clubes, igrejas, sinagogas, arranha-céus, hotéis de luxo e lojas de griffe que nos últimos 30 anos é o lar de grandes nomes da sociedade novaiorquina como os Astor e os Vanderbilt. Como os locais dessa vizinhança se vestem bem! Nas última décadas a Park Avenue passou de uma rua de residências de luxo, para uma área comercial ultra-valorizada, possuindo um dos metros quadrados mais caros do planeta. A Fifht Avenue transformou-se em referência em termos de moda e sinônimo de luxo, atraindo as lojas das griffes mais famosas do mundo: Tiffany, Cartier, Bergdorf, Zegan, Gucci, Louis Vuitton, Chanel, Prada, Hermès, Armani, Coach, Dior, Fendi, Sephora, Versaci, you name it! Certamente um dos poucos llugares do mundo onde uma mulher pode ter orgasmos múltiplos sem um parceiro ou acessórios, a não ser, é claro, um cartão de crédito com um grande limite.
 
Fifth Avenue 1aFifth Avenue 3Fifth Avenue 4Fifth Avenue 6Fifth Avenue 8Park Avenue 4
 
Uma das igrejas episcopais famosas de Upper Midtown é a Saint Bartholomew (http://www.stbarts.org/), mais conhecida pelos locais como "St. Bart’s". Construída em 1835, essa estrutura Bizantina tem um domo todo em ouro e colunas de mármore de cair o queixo. Ela é famosa pela programação musical oferecida, incluindo o show de Natal, "Jazz Nativity", usando coral (um dos mais prestigiosos da América), música clássica e órgão.
 
St. Bartholomew's Church 6St. Bartholomew's Church 5St. Bartholomew's Church - Interior 11St. Bartholomew's Church - Interior 12St. Bartholomew's Church - Interior 13St. Bartholomew's Church - Interior 5
 
Uma experiência inesquecível para minha esposa católica foi assistir à missa na Catedral Romana de Saint Patrick (http://www.saintpatrickscathedral.org/), a maior dos EUA e uma das mais importantes do mundo. Construída em 1850 no terreno de um antigo cemitério, essa catedral gótica proporciona um espetáculo para os olhos. Um assombro. Foi emocionante ver o brilho nos olhos da minha parceira durante toda a visita e a missa, na verdade uma surpresa que eu havia guardado a sete chaves. Normalmente ela só vê fotos das igrejas que eu tiro durante minhas viagens, mas nada a preparou para a realidade. O cenário, incrivel. A atmosfera sacra, envolvente. A mensagem dos padres (eram três se revezando) coerente, simples e contundente. Uma multidão de fíéis. A música do órgão, do coral profissional e das solistas, de comover o mais duro coração cético e pagão. Não pensei que fosse me afetar, mas foi espetacular. Programa imperdível.

St. Patrick's Chatedral 1aSt. Patrick's Chatedral 3St. Patrick's Chatedral 8St. Patrick's Chatedral - Interior 8St. Patrick's Chatedral - Interior 10St. Patrick's Chatedral - Interior 18St. Patrick's Chatedral - Interior 42St. Patrick's Chatedral - Interior 24St. Patrick's Chatedral - Interior 67

Outra atração que não podemos deixar de visitar em Upper Midtown foi a loja de brinquedos de vários andares mais famosa do mundo (não tem como não ser "hiperbólico" escrevendo sobre New York), a matriz da cadeia novaiorquina FAO Schwartz (http://www.fao.com). Fundada em 1862, por muitas décadas foi sinônimo de brinquedo e Natal. Lembra do filme clássico "Big" ("Quero Ser Grande") e da inesquecível sequência do piano? Foi parcialmente filmado aqui. O diferencial do negócio sempre foi o atendimento perfeito de gente apaixonada pelo que faz e profunda conhecedora de brinquedos e crianças, mais o mix promocional temático, quase artístico. Uma pena que, para ter algo especial assim, a empresa sempre necessitou cobrar mais caro por seus produtos. Um preço premium que, com o passar dos anos, a maioria dos clientes não se dispôs mais a pagar. Todos amavam visitar e passear na FAO Schwartz, mais acabavam comprando mesmo no Walmart ou na Toys R’ Us. Em 2002 a cadeia declarou falência e começou a tentar se reerguer em 2003. Por isso, a loja hoje é só uma sombra do que foi no passado.

Em geral os varejistas americanos toleram o bem o ato de "ver com as mãos". Nessa loja, isso é ainda mais especial: uma volta a infância, por assim dizer. Com 40 anos de idade e bastante experiência com coisas da vida e do mundo, é muito bom ser pego de surpresa dessa maneira.

FAO Schwarz 1FAO Schwarz - Baby Section 3FAO Schwarz - Dolls Section 6FAO Schwarz - Doll Houses Section 5FAO Schwarz - Doll Houses Section 4FAO Schwarz - LEGO Section 3FAO Schwarz - Dolls Section 3FAO Schwarz 23FAO Schwarz - Harry Potter Section 3

Comemos uma pizza ao meio-dia e fomos curtir nosso primeiro espetáculo da Broadway (http://www.broadway.com/) no Theater District, uma região de cinemas, teatros e shows com uma tradição de quase 90 anos. Escolhemos o famoso musical "Chicago", já há muitos anos em cartaz no teatro "The Ambassador" (http://www.newyorkcitytheatre.com/theaters/ambassadortheater/theater.html), construído em 1921. Pegamos um bom lugar, bem próximo do palco, porque comprei com meses de antecedência por um preço justo (de fato, todas as minhas viagens são milimetricamente planejadas o que eventualmente irrita bastante minha esposa e filhas). Os custos de espetáculos na Broadway são altíssimos, envolvendo quase sempre cenários espetaculares, um ou outro ator famoso, orquestra (e não play back) e montes de bailarinos e cantores profissionais, o que gera um ticket básico no valor de US $ 75. Ouch! As cadeiras não eram lá muito confortáveis e bastante pequenas, mas o espetáculo valeu a pena. E olha que minha esposa e eu não somos muito fãs de musicais. O único porém é que levamos uns 20 minutos para começar a entender os diálogos. Sim, é verdade: mesmo depois de morar há quase 3 anos aqui, às vezes a língua inglesa traz desafios inesperados. Na montagem que assistimos (os shows da Broadway de tempos em tempos trocam o elenco), um dos atores principais era o pai do Superman na série Smallville (ou "Pequenópolis" como traduziu grotescamente o SBT). Para os curiosos sobre a qualidade do show, basta assistir o filme de mesmo nome com Richard Gere e Rene Zellweger. Muito bom.

Ambassador Theater 1Ambassador Theater 2Ambassador Theater 3Ambassador Theater - Interior 1Ambassador Theater - Interior 2Ambassador Theater - John SchneiderAmbassador Theater - Chicago Cast

Saímos do teatro e decidimos visitar o ponto mais famoso do Theather District e umas das atrações turísticas mas visitadas e fotografadas do planeta, além de ser um dos símbolos da cidade: Times Square, a encruzilhada do mundo (http://timessquare.com/). Graças ao festival de telões animados (alguns de altíssima definição) feitos de LEDs, cristal líquido ou neon espalhados de modo onipresente, você fica imerso em um mar de urbanidade que te leva a pensar: estou sonhando? Radical. Puristas poderiam dizer que não passa de poluição visual de origem tecnológica cínica e arrogante, com um único propósito: marketing promocional. I don’t care, é legal demais. Minha esposa falou para mim aqui: TEMOS que trazer as crianças… Algumas das cadeias e marcas mais famosas dos EUA têm mega-lojas aqui: Toys R Us; M&M; The Hard Rock Cafe; Hershey; McDonald’s; Virgin Records; para citar algumas.

Times Square 9Times Square 1Times Square 12Times Square 14Times Square 16Times Square 23Times Square 29Times Square 31Times Square 33

Aqui você pode ter um panorama 360º da Times Square durante festas de fim de ano:

2005 para 2006 – http://www.panoramas.dk/new-year-2005/FS1_times-square.html
2006 para 2007 – http://www.panoramas.dk/new-year-2006/times-square.html

Quem sabe não voltamos aqui em uma das próximas New Year Eves e assistir a queda da "LED ball" ao vivo?

Tivemos tempo de visitar a mega-loja da Toys R Us (http://www1.toysrus.com/TimesSquare/). Embora não tivesse todo o glamour e mágica da FAO Schwartz, também proporcionou grande diversão já que, ao contrário da típica loja padrão da rede – um supermercado estéril de brinquedos com grande variedade, qualidade e preço baixo – essa da Times Square era temática.

Toy R Us - Times Square 1Toy R Us - Times Square 9Toy R Us - Times Square 4Toy R Us - Times Square 5Toy R Us - Times Square 7Toy R Us - Times Square 8a

Ainda no Theater District, caminhando para o nosso café de final da tarde, nos deparamos com o legendário Ed Sullivan Theater. Ed Sullivan lançou em seu show vários nomes famosos. Um chacrinha classudo. Para que tenha idéia da importância histórica, Ed Sullivan foi o cara que permitiu em plena época racismo ativo nos EUA, que um grupo de negrinhos de Illinois se apresentassem em seu programa. Ao final da apresentação falou: "This little fellow is really good". Os negrinhos eram os Jackson 5 e o "little fellow", Michael Jackson. O Ed Sullivan Theater atualmente hospeda um dos TV shows mais famosos dos EUA, o programa de entrevistas Late Show with David Letterman (http://www.cbs.com/latenight/lateshow/) que está no ar desde 1982.

Ed Sullivan TheatherEd Sullivan Theater - Late Show with David Letterman

Para aqueles que ainda acham que o Jo Soares "inventou" o modelo "talk show" com o "Jo Onze e Meia" no SBT nos anos noventa, experimente asistir a um único episódio do Letterman… Impressionante como os latinos da indústria de mídia copiam as coisas e nunca dão crédito aos legítimos donos. Por exemplo, as canções mais famosas da Xuxa da série "para baixinhos"são meras versões de músicas populares de um conjunto australiano chamado "The Wiggles" (http://www.thewiggles.com.au/). Dê uma espiada abaixo…

                     

Voltemos ao tema principal. Nosso café da tarde foi curtido no New York Boutique & Café chamado Petrossian (http://www.petrossian.com). Foram os olhos da cara, mas estava tudo uma delícia…

Petrossian - New York Boutique & Cafe 1Petrossian - New York Boutique & Cafe 2aPetrossian - New York Boutique & Cafe 3Petrossian - New York Boutique & Cafe 4

Acordamos no Domingo com um dia lindo, mas com um frio de lascar e um vento do cão. Como não dá para visitar New York e não visitar a Estátua da Liberdade, pegamos o metrô e fomos para a estação dos ferry-boats para a Liberty Island. Dá para comprar adiantado pela Internet e evitar filas e espera. A viagem da doca à ilha é um espetáculo (ainda mais com céu de brigadeiro) e vale cada centavo. Foi um desafio tirar fotos e filmar do barco sem congelar até a morte ou grangrenar a ponta do nariz e dos dedos. Estava tão frio que eu juro que por um momento eu via a Estátua da Liberdade enfiando a tocha embaixo do vestido. Tá bom, tá bom, vou elevar o nível. Estava tão frio que meus testículos viraram ovários…  

Ferry Boat to Liberty Island 1Ferry Boat to Liberty Island 12Ferry Boat to Liberty Island 4Ferry Boat to Liberty Island 6Ferry Boat to Liberty Island 8

A estátua em si era exatamente o que pensava em termos de tamanho e qualidade de atração. Visita obrigatória (outra!). Talvez a entrada para o aesso ao pedestal (a subida até a tocha está proibida desde o 11 de Setembro) seja um pouco salgada – US $ 25, já que a altura não é assim tão grande. Valha talvez por poder visitar o pequeno museu que se situa na base da estátua e para tirar fotos um pouco mais de perto da estátua em si. A mãe do autor, Frédéric-Auguste Bartholdi foi a modelo para o rosto e a estátua inteira levou 21 anos para ser concluída. A coroa possui sete raios, cada uma representando um dos sete mares e um dos sete continentes.

aaaLiberty Island - Dock Station 1Liberty Island - Dock Station 5Liberty Island 0Liberty Island 2Liberty Island 6

Com 46 metros de alturta, a Estátua da Liberdade (http://www.nps.gov/stli/) foi um presente do povo francês ao americano e foi concluída em 1886. A aparência clássica romana dela foi inspirada na deusa Libertas, campeã da liberdade contra a escravidão, opressão e tirania. Na sua base se encontra o poema tocante e histórico de Emma Lazarus, feito em 1883 e denominado "The New Collosus":

Not like the brazen giant of Greek fame,
With conquering limbs astride from land to land;
Here at our sea-washed, sunset gates shall stand
A mighty woman with a torch, whose flame
Is the imprisoned lightning, and her name
Mother of Exiles. From her beacon-hand
Glows world-wide welcome; her mild eyes command
The air-bridged harbor that twin cities frame.
"Keep, ancient lands, your storied pomp!" cries she
With silent lips. "Give me your tired, your poor,
Your huddled masses yearning to breathe free,
The wretched refuse of your teeming shore.
Send these, the homeless, tempest-tossed to me,
I lift my lamp beside the golden door!"

"…Dá-me os seus exaustos, seus miseráveis, suas massas que se acotovelam ansiando por respirar livres…" "…Envia esses, os sem-teto, os náufragos para mim, Eu ergo minha tocha ao lado do portão dourado!" De arrepiar…

Statue of Liberty 12Statue of Liberty 24Statue of Liberty 6Statue of Liberty Museum 4Statue of Liberty Museum 6

Tão logo voltamos de nossa visita à Estátua, decidimos passear à pé pela área conhecida como Lower Manhattan, a região onde a cidade nasceu, há mais de 500 anos atrás. Desgraçadamente, palco de uma das maiores tragédias da história recente: os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001. Começamos vagando por Wall Street completamente deserta no Domingo. Os pontos notáveis aqui são: a estátua de bronze de um touro, símbolo de Wall Street; o prédio da US Custom House, construído em 1907;  o prédio do Federal Hall National Monument (http://www.nps.gov/feha), o local onde o primeiro presidente americano, George Washington (veja a estátua) prestou seu juramento em 1789; e a sede da bolsa de valores da cidade (New York Stock Exchangehttp://www.nyse.com/) criada em 1792. Um "seat" nessa época valia US $ 25. Hoje vale mais de 2 milhões de dólares, isso depois de revirarem a vida do candidato de trás para diante. Nos dias mais movimentados, 2 bilhões de ações são negociadas dentre as mais de 2,000 companhias listadas.

Wall Street Symbol - Bronze Bull 2US Custom House 2Federal Hall National Monument 3Federal Hall National Monument 2New York Stock Exchange 3aaa

Em Lower Manhattan se encontram duas igrejas muito famosas. A primeira é a episcopal Trinity Church (http://www.trinitywallstreet.org/) bem no coração de Wall Street e uma das mais antigas igrejas anglicanas do país, fundada em 1697. Muitos novaiorquinos importantes estão enterrados ao lado do prédio principal (nos tempos coloniais era muito comum ter o cemitério ao lado da igreja), tal como o inventor do barco a vapor, Robert Fulton.

Trinity Church 9Trinity Church 6Trinity Church 10aTrinity Church - Interior 1Trinity Church - Interior 3Trinity Church - Interior 6

Continua…

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2 Responses to Big Apple – Março de 2008 – Parte 1/2

  1. Fernanda says:

    Entendi porque as pessoas enlouquecem? Olha pra isso. Que paraíso não?! Quero visitar!!!E você o figura, quando vem pra cá?!

  2. Jurandyr says:

    Cara! Tudo isto existe mesmo? Não tem efeitos especiais?
     
    E eu que pensei qua apitaria na curva sem conhecer Nova York…
     
    Alto nível descritivo. Bom que não preciso ir, pois, parece que já fui.
     
    Vou dar agora uma chegada na fase 2/2.
     
    Abraço,

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