Parte 2/2 – Mi Buenos Aires querida… Argentina – Fevereiro de 2008

 
Minhas obras favoritas no museu foram: Bacante y Fauno Nino; El Sacrificio de la Rosa, de Fragonard; Tatiana Zubov, de Geraldy; La Medusa; La Eterna Primavera; e a espetacular pintura Naturaleza Muerta, de Ruysch.
 
Museo Nacional de Arte Decorativa - Bacante y Fauno NinoMuseo Nacional de Arte Decorativa - FRAGONARD - El Sacrificio de la RosaMuseo Nacional de Arte Decorativa - GERALDY - Tatiana ZubovMuseo Nacional de Arte Decorativa - Medusa 2
Museo Nacional de Arte Decorativa - RODIN - La Eterna PrimaveraMuseo Nacional de Arte Decorativa - RUYSCH - Naturaleza MuertaMuseo Nacional de Arte Decorativa - Interior 25
 
Na Recoleta encontramos também o imponente prédio da Biblioteca Nacional, construída na década de 50 e a maior da Argentina: o depósito de livros tem três subsolos e capacidade para 5 milhões de exemplares. O complexo já foi a residência presidencial e sua última ocupante foi Eva Perón, que possui uma estátua próxima à biblioteca, junto à do papa João Paulo II.
 
Biblioteca Nacional 2Monumento a Eva Peron 1Biblioteca Nacional - Estatua de Juan Pablo II
 
Eva Perón ou "Evita" foi esposa de uma dessas pragas que assolou (e continua assolando?) a América Latina: o populista Juan Domingo Perón, fundador involuntário do Peronismo. Odeio populistas porque causam um estrago no longo prazo, difícil de ser discernível por massas incultas enquanto estão no poder, graças ao apelo messiânico e benevolente de protetor dos fracos e oprimidos. Populistas são lobos em pele de cordeiro: não passam de oradores surdos e déspotas ignorantes, corrompidos até o osso pelo poder. E como eles duram! Mesmo depois de mortos ainda vivem na cabeça de uns saudosistas masoquistas que adoram paternalismo governamental e salvadores da pátria. Evita ficou famosa por ser ela mesma uma praga populista que morreu de câncer cedo e se tornou mártir o que, creio eu, seja o sonho molhado de todo populista. "La jefa espiritual de la nacíon" nasceu em uma família humilde e saiu de uma carreira de atriz (medíocre) para a presidência indireta da república. Trabalhou ao lado do marido durante o auge de sua carreira política. "La dama de la Esperanza" habilmente "sancionou" o voto da mulher e, num ato de marketing pessoal muito esperto, se colocava do lado dos "descamisados"e praticava assistência social de maneira descontrolada e pouco profissional. Não sou contra assistencialismo (eu era, quando jovem). Acho que o governo necessita sim, entregar o peixe em alguns casos. Mas não por muito tempo! Esticar uma política dessas ad eternum é insano, um suicídio financeiro para uma nação. Curioso como o povaréu da época, incluindo gente de fora da Argentina, e mesmo a imprensa, adoravam Evita, "la abanderada de los trabajadores". Uma mescla de princesa Diana com Hugo Chavez, que ajudou substancialmente a Argentina a ir para o buraco alguns anos mais tarde. A sede de poder de "La Santa" só não era maior do que seu ressentimento e prática de revanchismo social. Pena. Ela teve em suas mãos poder para fazer diferença de fato, oportunidade raríssima na época para mulheres. Poderia ter mudado a vida de boa parte das jovens trabalhadoras argentinas do século XX, o setor mais oprimido de sua época, mas preferiu ser objeto de adoração e explorar as necessidades, ansiedades e mesmo fantasias da gente pobre. Em resumo, um desserviço para toda a classe feminina.
 
eva_peron_01Eva_Peron_02evitaEva_Peron_03Eva_Peron_04Eva_Peron_04Eva_Peron_04 
 
Um parágrafo tão amargo em meio a descrição de uma cidade tão linda. Tsk, tsk. Voltemos uma vez mais ao turismo. Um dos melhores restaurantes de comida italiana de Buenos Aires segundo os locais fica na Recoleta: o Sottovoce (http://www.sottovoceristorante.com.ar/). Meu chefe disse que provou um dos melhores Malbecs da vida dele aqui. Ele ficou furioso quando descobriu que eu não bebia e que teria que curtir o vinho sozinho… Meu Pappardelle con Hongos (cogumelos) estava do outro mundo e, segundo o meu chefe, o Gnocchi de Papa con Tomate y Albahaca também estava sublime. Minha sobremesa, Semifreddo de Chocolate estava diabólico. O café no final da refeição, uma tradição, fechou a refeição com chave de ouro. Embora muito cheio, com as mesas muito próximas uma das outras, o serviço é excelente. Não é ideal para uma noite romântica, mas ótimo se você quer sair para jantar e bater papo com os amigos. Pena permitirem o fumo (como 99,99% dos restaurantes da cidade) e ser um pouco caro (e olha que nós estávamos desfrutando do dólar 3:1).
 
Sottovoce 1Sottovoce 2Sottovoce 3Sottovoce 4Sottovoce 5
 
A próxima região que visitei foi Palermo, o "pulmão" verde de Buenos Aires que fica ao norte da cidade. A área em si é relativamente nova, já que até o século XVII era um pântano só. Um siciliano chamado Juan Palermo comprou essas terras para cultivo no início do século citado, daí o nome. A primeira construção notável foi um…zoológico, em 1820! De fato, o Zoológico de Buenos Aires permanece aqui e é o mas antigo da América Latina. A Avenida Libertador, que corta esta região essencialmente residencial de classe média é bastante arborizada e cheia de cafés. O meu favorito é o Caffe Tabac, que serve porções incriveis e baratas de acompanhamentos tradicionais: tostado de queso y presunto + media lunas. O café argentino, como sempre, excepcional.
 
Palermo 14Palermo 1bPalermo 4Palermo 2Caffe Tabac 0Caffe Tabac 4

 
Palermo é plena de parques, muitos deles sujos com merda de cachorro (os gramados parecem um campo minado), porém belíssimos. Dos que conheci os mais interesantes foram: a Plaza Alemania, inaugurada em 1914 e que hospeda o monumento à Riqueza Agropecuária Argentina, um presente da comunidade alemã aos portenhos; e o Jardin Japones (http://www.jardinjapones.org.ar/).
 
Plaza Alemania 10Plaza Alemania 5
Jardin Japones 1aJardin Japones 9
 
O MALBA, Museo de Arte Latinoamericano (http://www.malba.org.ar) fica em Palermo. Não sou fã de arte moderna, mas como a entrada era de graça, decidi fazer uma visita. Confesso que não sabia por onde começar: estava mais perdido do que filho da puta em Dia dos Pais. O problema com museus desse tipo é que para curtir de verdade, você tem que fazer uma masturbação mental de pelo menos 15 minutos na frente de cada peça a fim de: (a) tirar alguma conclusão lógica; (b) ter alguma revelação graças a uma análise interior comparativa entre o seu "eu" e a obra; ou (c) meramente responder à pergunta que não quer calar: como eles sabem se o diabo da peça não foi colocada de cabeça para baixo? Muitas obras da brasileira Tarsila do Amaral estão expostas aqui, incluindo o famoso "Abaporu". Das obras "normais" (no MALBA não existem só obras "cabeça"), minhas favoritas foram todas do famoso pintor argentino Antonio Berni: Manifestación (1934), Primeros Pasos (1937) e Chelsea Hotel (1977).
 
MALBA 1MALBA - Interiorabaporu50manifestacionbernifoto_berni1
 
Além das áreas verdes e do MALBA, as principais atrações turísticas de Palermo são: o "Monumento a la Carta Magna y a las Cuatro Regiones Argentinas" ou simplesmente "Monumento a los Espanoles", de 1910, uma complexa escultura de 25 metros de altura toda talhada em mármore, um presente da comunidade espanhola aos argentinos; o Jardim Zoológico (http://www.zoobuenosaires.com.ar/); e o Palácio Alcorta, de 1927.
 

Monumento a los Espanoles 1Monumento a los Espanoles 17Monumento a los Espanoles 8
Jardin Zoologico 2Palacio Alcorta 1
 
A segunda melhor parilla (churrasco) de Buenos Aires de acordo com locais fica em Palermo: La Cabrera (http://www.parrillalacabrera.com.ar/). Para comer aqui, só com reserva. O lugar é pequeno mais vive apinhado de gente. Meu colega americano foi de tradicional bife de chorizo (filé argentino). Eu fui pela especialidade da casa: lomo con perfume de tomillo. São pedaços de filé mignon assados servido com diversos tipos de molho. O mignon puro não tem graça, tem que ter um bom tempero ou um bom molho para acompanhar. O prato aqui leva 8 tipos diferentes para você escolher. Definitivamente umas das melhores carnes que tive na vida. Pensando bem, essa última sentença pegou mal pacas…. O serviço é lento, mas a espera vale à pena. Esse é o lugar: preço justo, qualidade e quantidade (as porções são generosas e dá para repartir), o sonho de qualquer amante de boa comida. Fantástico.
 
La Cabrera 1La Cabrera 2aLa Cabrera 3
La Cabrera 4La Cabrera 5La Cabrera 2b
 
A região central de Buenos Aires, como qualquer grande capital do mundo, é uma loucura de tanta gente. Você perde minutos preciosos tentando desviar de um mar de pessoas, especialmente perto do maior símbolo da cidade, o Obelisco. Para que se tenha uma idéia de tamanho da obra, veja a foto abaixo. Eu sou o imbecil com a mão levantada na foto. A primeira vez que vi o monumento perguntei a um argentino que estava perto: "O que isso representa?" E ele me respondeu: "Es una homenaje a pica de mi padre…". Imediatamente eu olhei para a base do obelisco e comecei a contar em voz alta: "2, 4, 6…" O argentino me perguntou: "que pasa?" Eu respondi que estava tentando calcular o tamanho da vagina da mãe dele. Entendam que foi ele quem começou…
 
O Obelisco fica no cruzamento de duas ruas importantes, a Avenida de Julio, a maior e mais larga da cidade e a Avenida Corrientes, onde estão os melhores ciemas e teatros da cidade, como uma Broadway portenha. Essa última foi bastante chave para o desenvolvimento do tango a partir dos anos 30. Um passeio noturno aqui é obrigatório, segundo locais. Eu fui de dia para tomar um café da tarde e tirar algumas fotos.  
 
Obelisco 1Avenida Corrientes 1Avenida Corrientes 2
Cafe da tarde 1Cafe da tarde 3 
 
Um pouco mais adiante da Avenida Corrientes fica a Plaza Lavalle. No meio da praça existe uma árvore assombrosa: uma gigantesca Agatis Robusta de 120 anos de idade. Entre os edifícios que circulam a praça destacam-se: o Palácio de Tribunales ou Palacio de Justicia, sede do poder judiciário argentino e inaugurado em 1942; La Escuela Presidente Roca; o famoso e internacionalmente conhecido Teatro Cólon (http://www.teatrocolon.org.ar), de 1889, com capacidade para 2,500 espectadores; e o Teatro Cervantes (http://www.teatrocervantes.gov.ar), construído em 1921 pela atriz espanhola Maria Guerrero como tributo a cidade. Os dois teatros estão atualmente em reformas.
 
Plaza Lavalle - Agatis RobustaPalacio de la Justicia 1Escuela Presidente Roca 0Teatro Colon 1Teatro CervantesPlaza Lavalle 1
 
Próximo à Plaza Lavalle se situa a praça mais famosa da cidade: a Plaza Congreso que conta com o Edifício Barolo (1922) e com um dos cartões postais de Buenos Aires, o Congreso de la Nacion (http://www.congreso.gov.ar/). Não sei o que é pior: esse imenso prédio greco-romano cheio de políticos argentinos (deputados e senadores); a ordem de advogados de Buenos Aires, cheio de advogados argentinos; ou Ezeiza, a concentração da seleção Argentina de futebol. Aliás deu aqui na CNN mês passado a notícia do escândalo de drogas na concentração Argentina. A Interpol encontrou todo tipo de entorpecentes na sede da delegação argentina: maconha, cocaína, heroína, ecstasy. Só não acharam crack…
 
Edificio BaroloPlaza Congreso 4Plaza Congreso 5 
 

O representante local da companhia americana para qual eu trabalho, me levou para conferir dois restaurantes "gourmet" (ou como ele falam na Argentina, cozinha de autor), na região central de Buenos Aires. O primeiro foi o Tomo I (http://www.tomo1.com.ar/), considerado um dos melhores da cidade em sua categoria CPC: Caro Pra Caralho. A decoração do restaurante em si é bem minimalista e a comida, nessa categoria, pouca, embora deliciosa. O linguado com molho de alcaparras e azeite de oliva estava perfeito. A sobremesa de chocolate, um milagre. Serviço nota 10. A atmosfera do restaurante é romântica, com piano, meia-luz e garçom susurrando, o que fez um almoço de negócios para dois caras parecer mais como um encontro gay. O nome do restaurante não ajuda também…
 
TOMO I aTOMO I a1TOMO I d
TOMO I eTOMO I f
 
O outro restaurante de comida "de autor" que o dealer me levou foi o A222 (http://www.a222.com.ar/). Os locais não são tão generosos com esse aqui e eu estou de acordo. Quando se está na categoria CPC, tudo tem que ser perfeito. O meu representante pediu um prato com peixe e eu de filé mignon. Estava bom, mas não fantástico. Para um restaurante tão pequeno, o atendimento é mais lento do que serviço público baiano em véspera de Carnaval. Porém, a vista espetacular da cidade faz você esquecer tudo e pagar a conta exorbitante sem chorar muito.
 
A222 aA222 cA222 dA222 eEdificio de la Bolsa de Comercio 1Puerto Madero
 
Desde a última entrada nesse blog acerca de Buenos Aires tive oportunidade de conhecer a região de Puerto Madero mais profundamente, tanto a parte comercial, cheia de restaurantes, hotéis e escritórios comerciais às margens do Rio, quanto a residencial de luxo. Até a PUC tem o seu campus principal localizado aqui. Todo o bairro é espetacular. Se eu tivesse que morar em Buenos Aires e pudesse pagar, viveria em Puerto Madero. Ele foi o principal porto da cidade até 1910, quando construíram um mais moderno. Como disse na entrada de blog anterior, o governo Menen fez a fenix ressurgir das cinzas, agora como ponto turístico e centro residencial para classe média-alta e alta. Um passeio de aproximadamente 3 horas (ida e volta), cruzando as inúmeras pontes ao longo do caminho é obrigatório para qualquer turista. Imperdível. Se você tiver disposição, pode visitar a fragata argentina Sarmiento, que deu a volta ao mundo e que agora é um museu. Outra dica é pegar o ferryboat no dique IV e navegar por 2 horas até Montevideo, a fim de conhecer as incríveis atrações turísticas da capital uruguaia, tais como… Hmmm… Melhor deixar para lá…
 
Puerto Madero - Museo Fragata Sarmiento 3Puerto Madero 16Puerto Madero 23Puerto Madero 24Puerto Madero 5Puerto Madero 4
 
Não se pode falar de Puerto Madero e não falar de restaurantes. A primeira decepção é que os locais tipicamente não frequentam os estabeleimentos daqui, que têm preços mais altos e são considerados armadilhas para turistas. De qualquer maneira, fiz questão de cair na arapuca em três ocasiões distintas. A primeira foi em um restaurante estilo currascaria buffet (ciclo de parilla), mas não como no Brasil, rodízio. Você come o que quiser, mas tem que buscar a carne com os assadores. O nome do lugar é Siga La Vaca (http://www.sigalavaca.com/) e os tipos de corte de carne são limitados (um de boi, um de porco, um de frango e um tipo de linguiça), mas gostosos. Os assadores deixam no ponto que você quiser. O bufett de saladas e pratos frios é bom, mas os de quentes deixa a desejar em sabor e variedade. A única observação é quanto a um gosto local argentino: eles gostam muito de tripas e morcilla (chouriço). Bleargh! Este restaurante tem uma variedade nunca antes vista de tipos diferentes de tripas. Deve ser por isso que esse estabelecimento é uma exceção em Puerto Madero: cheio de locais também, além de turistas que querem pagar 46 pesos (mais ou menos US $15) para tudo, incluindo sobremesa e vinho tinto barato.
 
Siga La VacaSiga La Vaca - Buffet 2Siga La Vaca - FoodSiga La Vaca 6
 
O segundo restaurante que experimentei foi o Happening, uma casa de carnes muito chique. O serviço não é espetacular para o preço que cobram, mas a comida é muito boa, o espaço é grande e o restaurante é muito bonito. Ótimo lugar para um almoço ou jantar de negócios. A mesa de frios e antepastos (estilo buffet) é incrível e, se você não tiver cuidado, não sobrará espaço para a refeição principal. A pedida aqui não tem erro: bife de chorizo (filé argentino). Uma dica especial é a empanada de queso y cebolla como aperitivo. Do outro mundo. Todavia têm que melhorar muito no que se refere a sobremesas…
 
Happenning 2Happenning 3Happenning 5Happenning 6
 
O último restaurante da série Puerto Madero é o Cabana Las Lilas, outra casa de carnes que cobra acima da média. Porém valeu cada centavo. O serviço e a atmosfera são nota 10. As mesas são bem distribuídas. O couvert é um dos melhores que já provei na vida. A cestinha de pães quentinhos de diversos tipos circulando pelas mesas é o que há. A salada, perfeita. O bife de chorizo e a linguiçinha (que me fez recordar os bons tempos da marca Bizinelli em Curitiba) estavam deliciosos. Pequena que a porção do prato principal não é assim tão generosa…
 
Cabana Las Lilas 5Cabana Las Lilas 13Cabana Las Lilas - Food 1
Cabana Las Lilas - Food 2Cabana Las Lilas - Food 3
 
Outro bairro que explorei em Buenos Aires foi San Telmo, próximo ao centro velho da cidade. Até 1870 esta região foi habitada por famílias ricas, mas depois das já citadas epidemias de cólera e febre amarela devido a condições sanitárias deficientes, elas se mudaram para o lado norte da cidade. O melhor dia para passear aqui é Domingo, quando a partir das dez da manhã funciona uma feira de antiqúarios na Plaza Dorrego. As atrações turísticas mais famosas do bairro são: o monumento "El Canto al Trabajo", de Rogelio Yrurtia, um ex-aluno de Rodin; o prédio da Facultad de Ingenieria da Universidade de Buenos Aires, antiga sede da fundação Eva Peron e um exemplo de arquitetura neoclássica germânica construído nos anos 40; a Iglesia de San Pedro Telmo, construída em fins de 1734; a Iglesia Ortodoxa Rusa (http://www.iglesiarusa.org.ar/), construída no princípio do século XX; e o Parque Lezama, onde está localizado o Museo Histórico Nacional.
 
El Canto al Trabajo 2Facultad de Ingenieria 1Iglesia de San Pedro Telmo 3Iglesia Ortodoxa Rusa de la Santisima Trinidad 1Parque Lezama 3Parque Lezama 4
 
Monserrat é a zona compreendida entre a Plaza de Mayo e San Telmo. As principais atrações turísticas são: a Iglesia de Santo Domingo ou Basílica Nuestra Senora del Rosario, construída em 1751 e atualmente em reformas; e a Calle Balcarce, uma rua cheia de Tanguerías (casas de show de Tango). Deve ser legal vir aqui à noite.
 
Iglesia de Santo Domingo 1Iglesia de Santo Domingo 7Calle Balcarce - Michelangelo 1
Calle Balcarce 1Calle Balcarce 2
 
O melhor restaurante Italiano de Buenos Aires segundo os locais é o Pierino, no bairro Almagro, um dos mais antigos restaurantes da cidade. O serviço é inacreditável, de tão bom: o próprio dono vem te receber (na verdade, "mimar" os clientes) e sugerir quais são as melhores entradas e pratos principais do dia. Você só deve ter cuidado em perguntar o preço de tudo, caso contrário um jantar saboroso pode resultar em uma conta amarga de US $ 40 por pessoa. Eu fui de especialidade da casa: "pulpeta del patrón" e de sobremesa o famoso Tiramisú caseiro. Dos deuses. Resumo da ópera: Pierino é de fato um dos melhores italianos que tive oportunidade de experimentar na vida. O pequeno restaurante oferece um ambiente cálido e ultra confortável, somado a um trato amável e muito profissional do staff. Nota 10.
 
Pierino 3Pierino 1
Pierino 4Pierino 5
 
Todas as fotos (quase 800) em alta resolução da minha viagem:

Para visualizá-las é necessário um cadastro no yahoo.com ou yahoo.com.br, ou direto no flickr.com

 

É isso. 

 
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3 Responses to Parte 2/2 – Mi Buenos Aires querida… Argentina – Fevereiro de 2008

  1. Luciano says:

    Voltei a babar muito com o ‘Pappardelle con Hongos’.É impressão minha ou os pratos mais chiques, bonitos e com certeza mais caros são os que vem com molhos, cremes, caldas respingados nos pratos!Agora, a pergunta que não quer calar. Você não fica com vontade de lamber o prato e limpar todo esses ‘respingos’?! Acho que se eu pagasse caro e soubesse que não ia mais ver ninguem daquele estabelecimento, com certeza faria uma anti-etiquetagem dessa! Huahuahua!Parabens de novo, show de bola!!

  2. Jurandyr says:

    Agora vem voce me falar de populismo nocivo. Isto nós já temos aqui !
     Agora vem voce me falar de concetração de seleção de futebol sem crack…
    Isto também já possuimos !
    Mas, essas comidas, guloseimas e requintes gastronômicos, mesmo tendo por aqui, são de – parodiando o Luciano – babar no teclado !
    as teclas z e / se inundam pois, como podes imaginar, no meu caso a saída é pelos cantos da boca. he he he ! 
     

  3. Cary says:

    Oi, recentemente achei o seu blog!! Eu sou de Buenos Aires, mais precisamente guia de turismo. Parabéns pra você pelo trabalho que faz. no entanto há algumas dicas que nao sao verdadeiras. Se quiser, poderá me perguntar , meu e-mail cari_lago@hotmail.com. Carina

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