Parte 1/2 – Mi Buenos Aires querida… Argentina – Fevereiro de 2008

 
Finalmente depois de várias viagens à Argentina ao longo de 2 anos pude consolidar todos os pedaços em uma entrada no meu blog. 
 
A cidade de Buenos Aires (http://www.bue.gov.ar) foi fundada em 1536 pela expedição espanhola liderada por Pedro de Mendoza, sendo batizada como Ciudad de Nuestra Señora Santa María del Buen Ayre. Após perder a cidade recém fundada para a peste e para os índios, Pedro tentou retornar para a Espanha mais acabou morrendo louco durante a viagem de volta. Atualmente a Argentina é comandada por uma mulher, Cristina Kirchner que, comenta-se, é perua, marionete de seu marido e presidente na gestão anterior, e tem fama de trabalhar somente 4 horas por dia. Foi eleita com folga. Atualmente a Argentina convive com falta de combustível, inflação, gatilhos salariais e dólar a 3:1 (justamente quando a moeda americana está mais fraca do que nunca). Será que o Pedro Mendonza deixou muitos descendentes antes de ir embora?
 
Monumento a Don Pedro de Mendoza 2cristina
cristinacristina 2
 
O turismo é uma das mais grandes fontes de receita de Buenos Aires. A cidade é como uma mini-Barcelona, misturando construções coloniais, modernas e pos-modernas, tudo em um mesmo espaço. Vive cheia de estrangeiros, sejam turistas ou homens de negócio. A quantidade de atrações para visitar é enorme, a comida é deliciosa e muito barata, as ruas são seguras e a vida norturna, intensa. Nós brasileiros temos muito que aprender com o Marketing de Turismo de nossos hermanos…
 
City Landscape 18Buenos Aires 1Buenos Aires 2
City Landscape 20Avenida de mayoCity Landscape 5
 
O Argentino é antes de tudo um forte. Um forte candidato a ser o povo mais arrogante do Universo conhecido. Não, eu não mudei de opinião desde o meu último post em Janeiro de 2006: eles são educados e muito bacanas com Brasileiros. O problema é que todas as vezes que há uma discussão eles sempre tem razão. São completamente surdos a opiniões que não sejam as deles. Fazer as coisas acontecerem em projetos transnacionais e/ou multi culturais com um monte de professores-de-Deus não é mole. Imagine então gerenciar DOIS dealers/representantes argentinos para a empresa americana onde trabalho? Agora entendo porque o meu ex-chefe Argentino subia todo santo dia na torre mais alta de Curitiba: só para ver como a cidade ficava sem ele…
 
Argentinos 18Argentinos 21Argentinos 27Argentinos 5
 
Dos 13 milhões de portenhos existentes acredito que 12 sejam fumantes, 11 tenham pelo menos um cachorro e 10 possam conseguir emprego em qualquer agencia de modelos em Nova Iorque. Explico. Você encontra gente fumando ou cheiro de cigarro em tudo quanto é lugar, mesmo em restaurantes e lugares fechados. Há uma cachorrada onde quer que vá, cagando em massa pelas ruas e parques públicos sem que os donos se incomodem em limpar. Finalmente, devo admitir que os homens e mulheres e argentinos se vestem muito bem, são classudos, posudos, auto-confiantes e têm boa aparência/forma física. A grande maioria é descendente de europeus, na sua maioria espanhóis e italianos. Se você é amante de animais, não liga em perder de vez em sempre uma discussão, acha que o Maradona foi o maior futebolista de todos os tempos e não se incomoda que cada beijo seja como lamber um cinzeiro, então um argentino(a) pode ser seu parceiro amoroso ideal.
 
Argentinos 10Argentinos 12Argentinos 20Argentinos 9
 
A principal Sinagoga de Buenos Aires, localizada na plaza Lavalle é muito linda. A comunidade de judeus é a maior da América Latina: 250,000. Você concebe um judeu Argentino descendente de espanhóis? Deve ser um pouquinho difícil de lidar… Dada a quantidade de judeus e a sua influência na sociedade, explica-se porque a maioria dos Argentinos que conheço é tão pão-duro. Isso afeta até o mundo dos negócios. Não abrem a mão nem para jogar peteca. Não sei não, se eles quiserem crescer economicamente e transformar negócios locais em multinacionais, terão necessariamente que tirar o escorpião do bolso… 
 
Sinagoga de la Congregacion Israelita Argentinasinagoga 1sinagoga
 
Não se pode falar de Argentina, sem falar de Tango. Em Buenos Aires existem vários "tourist traps" que oferecem um pacote três-em-um: uma aula de 1 hora de Tango; jantar completo (incluindo bebida e sobremesa); e o show. Não sai por menos de US $ 60 por cabeça. Quem se importa? Vale muito a pena. Alguns locais criticam bastante, dizendo que é uma forma de comercializar e prostituir um ícone cultural e orgulho nacional. Bobagem. É uma receita capitalista que ajuda o Tango a seguir vivo, em tempos de jovens que curtem mais rap e bate-estaca. Minhas duas arapucas prediletas são o tradicionalíssimo Café Tortoni (http://www.cafetortoni.com.ar/) e o Complejo Tango (http://www.complejotango.com.ar/).  O show de Tango típico conta obviamente com os bailarinos e sua performance, cantores solo e uma pequena banda que lembra muito a dos bailes gauchos do sul do Brasil, incluindo o craque da gaita/acordeão. A comida é boa e o show também. As aulas são meia boca, para inglês ver. Minha esposa e eu queremos aprender de verdade, mas a única classe de Tango decente existente aqui em Houston é dada por um casal iraniano… (não estou de sacanagem!).
 
2002_tortonitango
 
As origens do Tango (http://tangodata.gov.ar/) remontam ao século XVIII, uma mistura de ritmos afroamericanos e a contradança espanhola. A dança só veio a se consolidar na Argentina depois da intensa imigração de espanhóis e italianos a partir de 1910, que bailavam o Tango nas ruas e em salões, popularizando-o, mesmo sendo condenado pela igreja católica. Carlos Gardel foi um dos responsáveis por divulgar o Tango no mundo, um tipo "embaixador argentino honorário"como a nossa Carmen Miranda, que ajudou a levar o ritmo pra Hollywood e Broadway. Do lado instrumental, o grande expoente foi Astor Piazzola e sua gaita absolutamente assombrosa (lembra da introdução da mini-série "Engraçadinha"?). "El sentimento triste que se baila" tradicional exige uma roupa bacana, tanto para o caballero – elegante sobremaneira em um terno característico – e para a dama, que se veste como uma rameira de luxo dos anos 30. Em minha opinião o grande lance do Tango é o fato de ser uma dança extremamente íntima com um erotismo contido, quase insuportável. Por isso não gosto quando o casal começa a fazer acrobacias espetaculares, saltos e contorcionismo. Last but not least. Existem um programaço que acontece todo ano em Buenos Aires relacionado com o tema: o Campeonato Mundial de Baile de Tango. Os locais dizem que é divertidíssimo, especialmente vendo casais japoneses realizando a performance.  Dizem que o japonês usa bigode fake e faz biquinho…
 
Tango 10Tango 2Tango 5Tango 9Tango 7
 
Hoje existem duas linhas para o Tango: a clássica e a moderna. A situação da clássica é semelhante aos bailes de Carnaval no Brasil: marchinhas da década de 40 ainda tocam hoje. Por isso em todo show de Tango você vai escutar "La cumparsita" e "Adios Muchachos". A outra, mais moderna, também é muito interessante para dançar. O maior expoente do Tango moderno é o conjunto "Projeto Gotan". O tango mais conhecido deles é aquele que embalou uma cena de dança entre Richard Gere e Jennifer Lopez no filme "Shall We Dance?" e outra no filme do Banderas "Take the Lead". Os que não conhecem podem ver os vídeos abaixo e curtir. Se você acha que é "really hot", não esqueça que não representa nem 20% do real deal apresentado pelos casais profissionais de tango clássico em Buenos Aires.
 
                                     
 
Vamos às atrações turísticas. Como tenho um cartão de fidelidade da rede, sempre fico no Hotel Mariott Plaza (http://www.marriott.com/hotels/travel/buear-marriott-plaza-hotel-buenos-aires/) quando vou a Buenos Aires. O serviço é uma merda, café da manhã não está incluído, os quartos precisam de reforma, é caro à beça (US$ 220 a diária mais barata), mas a localização é imbatível, bem no centro histórico da cidade. O hotel em si é um monumento turístico, inaugurado em 1909, que já teve seus dias de glória quando era um dos mais elegantes e refinados hotéis de Buenos Aires. É como um Copacabana Palace Argentino.
 
Mariott Plaza - Night 2Mariott Plaza - Night 4Mariott Plaza - Night 5Mariott Plaza 1Mariott Plaza
 
Vamos ao clichê básico do viajante sovina: "…a melhor maneira de conhecer Buenos Aires é à pé.." Taxi também é baratinho, por isso é fácil de deslocar de um ponto a outro sem gastar muito. Comecemos pela Plaza San Martin, em frente ao hotel. A praça tem uma estátua em homenagem ao general de mesmo nome, libertador da Argentina, Chile e Perú do jugo dos espanhóis. Ele está entrerrado na catedral da cidade. A praça é a mais bonita da cidade e vários casais namoram (alguns mais ousados que outros) na grama no final da tarde.
 
Monumento al Gral - San Martin 2aMonumento al Gral - San MartinArgentinos 30Plaza San Martin - Le DoutePlaza San Martin 4Plaza San Martin 11
 
A praça está cercada de prédios famosos (além do Marriott Plaza) como o Edificio Kavanagh (1935) – o mais galante da cidade; o conjunto de edifícios de Catalinas Norte – de grandes conglomerados multinacionais; o Círculo Militar (antigo Palácio Paz) – conjunto de residências opulentas construídas no fim do século XIX; o prédio da Administración de Parques Nacionales (1880); o Palácio San Martin (http://www.mrecic.gov.ar/portal/psm/home.html) – uma das sedes do governo argentino; a Estacion Ferrocaril de Retiro (1909); e a Basílica del Santísimo Sacramento – uma igreja que mistura influências arquitetônicas góticas, bizantinas e romanas.
 
Edificio Kavanagh 2City Landscape 8Circulo Militar - Palacio PazCirculo Militar - Palacio Paz 3Administracion de Parques NacionalesPalacio San MartinPalacio San Martin 1Estacion Ferrocaril de Retiro 0Estacion Ferrocaril de Retiro 1Basilica del Santisimo Sacramento - Indoors 2Basilica del Santisimo Sacramento 1Basilica del Santisimo Sacramento 3
 
Aos pés da praça San Martin (existe um "desnível") ficam duas atrações turísticas de características opostas, causando um paradoxo involuntário. A primeira é a Torre dos Ingleses ou Torre Monumental, de 60 metros de altura, doada por residentes britânicos à república argentina em 1910, ocasião do centenário da revolução de mayo. Esse presente foi, durante muitos anos, a porta de entrada da cidade de Buenos Aires, devido a sua proximada com o porto, da estação de trens do Retiro e do Hotel de Imigrantes. A torre fica bem em frente do monumento aos caídos na Guerra das Malvinas, que a Argentina travou contra os ingleses em 1982. Um desastre causado por militares políticos inescrupulosos que custou a vida de 730 jovens argentinos (entre 18 e 20 anos, que por azar se encontravam prestando serviço obrigatório) e deixou mais de mil feridos, tudo isso em apenas 72 dias. Irônico e muito, muito triste: um presente sincero do povo britânico ao argentino, na frente de um monumento aos mortos argentinos pelas mãos de ingleses.
 
Torre de los Ingleses 3Torre de los Ingleses 5Torre de los InglesesMonumento a los caidos - Guerra de Malvinas 1aMonumento a los caidos - Guerra de Malvinas 2b 
 
O governo Galtieri precisava desesperadamente subir na cotação do povo na época, daí para fazer uma patriotada ocupando as ilhas Falklands dos ingleses foi um pulo. "Eles não virão até o Estreito de Magalhães para reclamar um monte de ilhas geladas de volta…" Big mistake. Não contavam que Margareth Thatcher também necessitava de um golpe de efeito que elevasse a sua própria popularidade. A opinião pública foi pega de surpresa e a imprensa foi manipulada o tempo todo, de modo a dar a parecer que a Argentina estava ganhando a guerra! Não deu nem pro cheiro. Os rapazes argentinos não eram soldados profissionais como os ingleses e sequer havia equipamento adquado para lutar em temperaturas abaixo de zero. A Argentina também contava com a neutralidade dos EUA, o que não aconteceu. A superioridade do exército britâncio foi clamorosa, e ainda por cima os ingleses contavam com o apoio logístico da OTAN. Esse Galtieri só podia estar cheirando meia quando pensou nessa idéia absurda… Só o cruzador General Belgrano, afundado por um submarino inglês, levou consigo 368 argentinos. A notícia da rendição incondicional foi recebida com indignação e estupor pelo orgulhoso (e manipulado) povo argentino. Além de causarem uma grande crise econômica e orquestrar uma repressão brutal, os milicos não foram competentes para levar a cabo nem sua missão mais específica! Foi o início do fim da ditadura na Argentina.  
 
malvinasmalvinasmalvinasganandomalvinasmalvinas
 
Voltemos ao turismo. A partir da Plaza San Martin começa a mais movimentada rua da cidade: a calle Florida (http://www.callefloridastreet.com/). Trata-se de um grande calçadão para uma caminhada de 45 minutos, para "ver gente" (muita). Uma muito bem armada armadilha para turistas, mas que não deixa de ser um programa obrigatório. Aqui você será implacavelmente assediado por vendedores argentinos que tentam te puxar literalmente para dentro de gift shops, lojas de produtos de couro, inferninhos de prostitutas, restaurantes, joalherias, perfumarias, etc. Tudo isso com trilha sonora grátis do tango das lojas de CDs, dos artistas de rua (cantores, instrumentistas, bandas e outros), dos berros dos camelôs, do tráfego pesado e das onipresentes manifestações populares e/ou estudantis. A última que eu vi era um protesto contra uma determinada privatização, com policiais presentes. Mas não os vi baixando o cacete na moçada… Como todos sabemos, manifestação estudantil sem porrada da polícia não tem graça nenhuma.
 
Argentinos 1Argentinos 28Argentinos 29aCalle Florida 1Calle Florida
 
Os shows de tango de rua são bem divertidos e você fica tentado a dar uma graninha no final. Tem um grupo de bolivianos que sempre se apresenta na frente da C&A para tocar Guantanamera com aquelas flautinhas características. Eu sempre fico com vontade de perguntar se eles aceitam pedidos. "Dá pra parar de tocar?" seria o meu. A quantidade de galerias ao longo da Calle Florida impressiona, mas a mais imponente são as famosas Galerias Pacífico (http://www.galeriaspacifico.com.ar/), construída ao final do século XIX. Os frescos no teto são de babar e o lugar é imenso: hospeda um centro cultural e um shopping center de três andares só com lojas de griffe. O complexo todo ocupa quase uma quadra.
 
Argentinos 2Galerias Pacifico 1Galerias Pacifico 10Galerias Pacifico 2Galerias Pacifico 7
 
A próxima região de Buenos Aires que explorei foi a do "Retiro", uma área que se tornou um refúgio da classe média e alta da cidade a partir de 1870, graças a uma epidemia de cólera e febre amarela que afligiu o Sul da cidade, antigo reduto dos ricos. Na calle (rua) Arroyo encontram-se várias galerias de arte e antiquários. Na vizinhança, que lembra uma pequena Paris por causa do clima aristocrático, pequenas praças e tipo de contsruções, encontram-se a Embaixada da França (construída em 1912) e a do Brasil.
 
Calle ArroyoEmbajada de Francia 4Embajada de Francia
Embajada de Francia 5Embajada de Brasil 2Embajada de Brasil
 
A principal via do Retiro é a Avenida Alvear, que desfila residências aristocráticas, hotéis de luxo e quantidade significativa de lojas exclusivas, das grifes mais famosas do mundo. Não a conselho a deixar sua mulher/noiva/namorada passear aqui com seu cartão de crédito em mãos. Nela tambem se encontram prédios famosos como os neoclássicos franceses Palácio Duhau e Nunciatura Apostólica. A poucas quadras da Alvear encontra-se o famoso shopping center elitista Patio Bullrich (http://www.shoppingbullrich.com.ar).
 
Avenida Alvear 2Avenida Alvear 3Avenida Alvear 5
Nunciatura Apostolica 2Residencia Duhau
Patio Bullrich 1aPatio Bullrich 2Patio Bullrich 4
 
A Avenida Alvear começa na pracinha Carlos Pellegrini (um dos melhores presidentes que a Argentina já teve) e termina na Plaza Alvear, um outro espaço de namoro portenho e que homenageia o ex-prefeito Torcuato Alvear, um urbanista que transformou a cidade a partir de 1883. Outro prédio notável da avenida é o Hotel Alvear (http://www.alvearpalace.com), considerado por muitos o mais nobre e luxuoso de todo o país.
 
Plaza Carlos Pellegrini 1Hotel Alvear 5Plaza San Martin de Tours 6 
 
Uma das atrações do circuiro gastronômico de Buenos Aires é um "buraco" localizado no Retiro: a casa de chá "Sirop Folie Resto". De acordo com locais, a grande especialidade dessa pequena gema portena é o Sunday Brunch, que conta com mini bifes de chorizo, papas panaderas (batatas recheadas), tortas, yummmy… Um bistrot parisiense em pela Buenos Aires. Infelizmente eu só pude visitar o estabelecimento para um café da tarde. Mas minha experiência ficou com gosto de quero mais (apesar do precinho salgado, inerente ao bairro Retiro): um sanduíche de filé com queijo brie e uma torta de chocolate desumana de tão gostosa. Eu TENHO que voltar aqui um Domingo desses…
 
Sirop Folie Resto 1aSirop Folie Resto 1Sirop Folie Resto 3
Sirop Folie Resto 4Sirop Folie Resto 5Sirop Folie Resto 6 
 
Outra região de Buenos Aires muito famosa entre turistas é La Recoleta (http://www.barriorecoleta.com.ar/), embora nos princípios do século XVIII servisse de abrigo a bandidos e malfeitores. Um dos marcos da região é a Plaza San Martín de Tours, um lugar encantador cheio de magnólias gigantescas. Na vizinhança também estão construções famosas como o Edifícil del Automóvil Club Argentino; o Cemitério de La Recoleta, o maior e mais importante cemitério da Argentina e onde estão enterrados vários VIPs – disparado a atração turística mais bacana para nós, brasileiros; o Museu Nacional de Belas Artes, retratado nesse blog (http://moncores.spaces.live.com/blog/cns!BB1BFDE9E8640342!461.entry); e o Monumento ao General e ex-Presidente Bartolomé Mitre, lider da famosa tríplice aliança que exterminou os Paraguaios a partir de 1870. Aos pés do monumento existem figuras em mármore que representam a Liberdade o Dever e a Justiça. Justiça? Não entendo como Caxias, Mitre e seus asseclas podem ser venerados como heróis em escolas fundamentais e terem tantas estátuas espalhadas por aí. Mad world…
 
Plaza San Martin de Tours 3Plaza San Martin de Tours 9Edificio del Automovil ClubCemeterio de la RecoletaMonumento al General Mitre
 
Uma das igrejas mais famosas de Buenos Aires se localiza na Recoleta: a Basílica Nuestra Senora del Pilar (http://www.iglesiadelpilar.com.ar/), construída em 1716 e consagrada em 1732. Os altares secundários, onde ficam os Santos mártires em uma igreja católica (lateral da "nave"), são belíssimos aqui.
 
Basilica Nuestra Senora del PilarBasilica Nuestra Senora del Pilar 3Basilica Nuestra Senora del Pilar - Indoor 12Basilica Nuestra Senora del Pilar - Indoor 24Basilica Nuestra Senora del Pilar - Indoor 5Basilica Nuestra Senora del Pilar - Indoor 27
 
Também na Recoleta se localiza o Museo Nacional de Arte Decorativo (http://www.mnad.org.ar/), chamado alternativamente de Palácio Errázuriz Alvear. O edifício mantém até hoje características estilísticas francesas do século XVIII. O museu é composto por vários salões/dependências ambientados em diversas épocas e estilos. Ele conta ainda com esculturas, pinturas e peças de grande valor, todas do mesmo século. Quando fiz minha visita havia uma esposição de roupas de época: Fiesta Barroca en Italia – Trajes cortesanos del Siglo XVII.
 
Museo Nacional de Arte Decorativa 1Museo Nacional de Arte Decorativa 3Museo Nacional de Arte Decorativa - Interior 5
Museo Nacional de Arte Decorativa - Interior 2Museo Nacional de Arte Decorativa - Interior 3Museo Nacional de Arte Decorativa - Interior 4Museo Nacional de Arte Decorativa - Interior 1
Museo Nacional de Arte Decorativa - Trajes cortesanos del Siglo XVII 21Museo Nacional de Arte Decorativa - Trajes cortesanos del Siglo XVII 9Museo Nacional de Arte Decorativa - Trajes cortesanos del Siglo XVII 18
 
Continua…
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3 Responses to Parte 1/2 – Mi Buenos Aires querida… Argentina – Fevereiro de 2008

  1. Luciano says:

    Cara, você está no trabalho errado. Devia trabalhar como consultor de viajem e turismo. Aqueles que viajam e contam o que há de melhor em cada lugar visitado.Quem, numa descrição de uma viajem, se daria o trabalho de saber de quem é a estatua que está na praça em frente ao hotel? (San Martin). Muitos não tem a curiosidade nem de saber a estatua de quem está nas praças de suas próprias cidades. A National Geographic devia prestar mais atenção no seu blog.Gosto muito das análises das coisas mais cotidianas desses lugares, principalmente dos pontos que estão fora do roteiro turistico tradicional. E a parte preferida por minha pessoa nos seus artigos, são os roteiros de caracteristicas culinarias."Sirop Folie Resto", estou babando no teclado, caiu bem em cima das letras ‘B’ e ‘N’.Continue sempre que possível, monido de sua camera e registrando essas iguarias. É muito bom ve-las ilustrando seus textos.[]´s e parabens pelo artigo, perfeito!

  2. Jurandyr says:

    71 anos vivendo no Brasil e, havendo registrado uma única viagem internacional até Ciudad del Leste – no Paraguai. 
    Agora, usando o perfeccionismo do meu filho, sou candidato a levar para o túmulo experiências e conhecimento completo e profundo de todas essas capitais vizinhas.
    No lhore por mi Argentina.!
    Me amarrei no detalhamento do episódio Malvinas… Um desastre !
    Fico no aguardo do vídeo em que você e a Cláudia estarão bailado um autêntico Tango !
    Parabéns pelo aniversário… de novo!
     
     

  3. Fernanda says:

    Nossa!  Adorei o seu post!!  Até me deu vontade de dar uma 2a chance a Buenos Aires e visitar a cidade mais uma vez.  O problema de Buenos Aires é que é cheia de argentinos!!
    Achei muito legal você colocar tanta informação sobre a história do lugar… Deve ter dado um trabalhão, mas como o seu pai falou… você é um perfeccionista – incorrigível!
    Bom, se algum dia você resolver deixar seu cartão Marriot de lado e experimentar um hotel diferente, eu recomendo o Art Suites na Recoleta – fiquei lá só uma noite, mas fui super bem tratada, a tarifa era justa e o hotel um charminho – bem diferente das grandes cadeias.
    Mais uma vez adorei o post!  Até me deu vontade de começar um blog!
    Beijo pra vocês 4!
     
     
     

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